TSE alerta para risco da desinformação e do uso da IA nas eleições de 2026

Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, alertou nesta terça-feira (27) para os riscos da desinformação e do uso indevido de novas tecnologias, incluindo a inteligência artificial, no processo eleitoral brasileiro. A declaração foi feita na abertura do Seminário da Justiça Eleitoral sobre Segurança, Comunicação e Desinformação, realizado na sede do Tribunal, em Brasília.
Segundo a ministra, a disseminação de informações falsas compromete a liberdade de escolha do eleitor e corrói as bases da democracia. Para ela, a dúvida gerada por conteúdos manipulados pode levar o cidadão a decisões que não tomaria se tivesse acesso à informação verdadeira, afetando diretamente a legitimidade do voto.
Cármen Lúcia destacou que o enfrentamento à desinformação é um desafio global e exige atuação coordenada entre instituições públicas. Ela ressaltou que a Justiça Eleitoral está preparada para lidar com situações inéditas, especialmente diante do avanço tecnológico, e reforçou a importância do planejamento preventivo e da cooperação institucional, sempre respeitando a liberdade de expressão.
A presidente do TSE também enfatizou o papel da parceria com a Polícia Federal, os tribunais regionais eleitorais, as Forças Armadas, o Ministério Público e a imprensa. Segundo ela, a confiança da sociedade nas instituições é fundamental para garantir eleições íntegras, seguras e pacíficas.
Durante o evento, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que a atuação antecipada e integrada dos órgãos de Estado é essencial para a segurança do processo eleitoral. Ele informou que a PF atuará nas Eleições Gerais de 2026 em três frentes principais: proteção de candidatos à Presidência da República, investigação de crimes eleitorais — especialmente os ligados a organizações criminosas — e monitoramento de ameaças ao pleito.
O seminário segue até quinta-feira (29) e reúne servidores da Justiça Eleitoral, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, com foco no aprimoramento das estratégias de segurança, comunicação institucional e combate à desinformação nas eleições de 2026.




