Romero coloca Campina Grande no centro do jogo para 2026

Foto: Mário Agra/Agência Câmara
Nos bastidores da política paraibana, o deputado federal Romero Rodrigues (Podemos) tem sido direto ao apontar o peso de Campina Grande na montagem das chapas majoritárias para 2026. A leitura do parlamentar é clara: sem Campina, não há projeto competitivo no Estado.
A conta feita por Romero considera a soma do eleitorado da Rainha da Borborema, da Região Metropolitana e do compartimento da Borborema, bloco que ultrapassa 40% dos votos na Paraíba. Para ele, esse dado torna inevitável que a cidade esteja representada, especialmente na vaga de vice-governador.
A avaliação ganha ainda mais força no campo da oposição. Longe da estrutura da máquina estadual, a escolha da chapa passa a ser decisiva para equilibrar o jogo eleitoral. Nos bastidores, Romero sustenta que a geografia política pesa — e muito — na hora de enfrentar o governo.
Sem impor nomes, o deputado defende uma composição que una Campina e João Pessoa, em qualquer ordem, desde que a chapa traduza força eleitoral real. O discurso evita rivalidades regionais, mas deixa claro que Campina não aceita papel secundário na construção do projeto.
Outro ponto que circula nas conversas políticas é a menção recorrente a Pedro Cunha Lima. Romero reconhece o desempenho eleitoral do ex-deputado e sua capilaridade no Estado, sinalizando que o nome segue forte no radar da oposição.
A mensagem nos bastidores é objetiva: a oposição precisa amadurecer o debate, ajustar a estratégia e reconhecer que Campina Grande não é apenas coadjuvante — é peça central no tabuleiro político paraibano.




