Lula intensifica articulações para barrar avanço da direita no Senado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou as articulações dentro do PT e com partidos aliados para tentar impedir que a direita conquiste maioria no Senado nas eleições de 2026. A disputa é considerada estratégica pelo Planalto, já que 54 das 81 cadeiras estarão em jogo.
No cálculo do governo, a direita não pode eleger 24 senadores, sob risco de alterar o equilíbrio da Casa. Atualmente, a esquerda ocupa 28 cadeiras, sendo que 21 estarão em disputa. Para garantir maioria sem depender do Centrão, o objetivo é manter os mandatos atuais e conquistar ao menos mais 13 vagas.
A preocupação de Lula está diretamente ligada às atribuições do Senado, que incluem a aprovação de indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a possibilidade de abertura de processos de impeachment contra ministros da Corte.
Diante de pesquisas que apontam vantagem inicial de pré-candidatos de direita em diversos estados, a estratégia do Planalto envolve lançar nomes com forte projeção local, inclusive com a saída de ministros da Esplanada para disputar as eleições.
Entre os movimentos já sinalizados estão a pré-candidatura de Gleisi Hoffmann (PT) ao Senado pelo Paraná e as articulações em São Paulo, onde são avaliados nomes como Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (MDB). Outros ministros e aliados também são cotados para a disputa.
A meta do governo é formar uma bancada robusta no Senado para garantir governabilidade e estabilidade institucional em um eventual novo mandato presidencial.




