Brasil

Cresce o desaparecimento de crianças e adolescentes no Brasil: alerta para segurança e políticas públicas

Os dados mais recentes sobre desaparecimentos no Brasil mostram um cenário preocupante: em 2025, quase 30% dos registros envolveram crianças e adolescentes. Dos mais de 84 mil casos notificados às polícias civis em todo o país, cerca de 24 mil tinham vítimas com menos de 18 anos. Isso significa que, diariamente, 66 jovens sumiram, em média, sinalizando um aumento significativo frente ao ano anterior e uma tendência que vem crescendo desde 2023.

O perfil das vítimas também chama atenção. Enquanto os desaparecidos em geral são predominantemente homens, entre crianças e adolescentes as meninas representam a maioria dos casos, indicando vulnerabilidades específicas que precisam ser enfrentadas de forma diferenciada. Especialistas destacam que os desaparecimentos vão desde saídas voluntárias, até casos involuntários e situações mais graves, como desaparecimentos forçados ou estratégicos, quando a fuga ocorre por medo de violência doméstica ou maus-tratos.

Levantamentos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que os fins de semana concentram o maior número de ocorrências, período em que aumenta a circulação de pessoas e a supervisão familiar é reduzida. Casos recentes reforçam que muitos desaparecimentos estão relacionados a conflitos familiares, medo de punição ou situações de vulnerabilidade social.

O avanço desse tipo de ocorrência evidencia a necessidade de políticas públicas integradas que unam segurança, assistência social e educação, garantindo proteção, acolhimento e mecanismos de prevenção. Além do registro policial, especialistas ressaltam a importância do apoio psicológico e orientação às famílias, essenciais para reduzir riscos e orientar crianças e adolescentes sobre segurança pessoal.

O aumento de desaparecimentos infantojuvenis não é apenas uma estatística: reflete fragilidades estruturais da proteção à infância no Brasil e exige respostas coordenadas, planejamento estratégico e atenção constante das autoridades.

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