Relação entre Lula e presidente do Senado passa por reavaliação em 2026

Foto: Divulgação Rede Sociais
A relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), entra em 2026 em um momento de ajustes. Apesar de uma conversa entre os dois no fim do ano passado, aliados afirmam que o diálogo ainda não resultou em uma reaproximação completa.
O distanciamento começou em 2025, após um desgaste político envolvendo a indicação de um nome para o Supremo Tribunal Federal (STF). Lula decidiu indicar Jorge Messias, contrariando a expectativa de Alcolumbre, que defendia o nome do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. A decisão gerou insatisfação e trocas de recados indiretos entre o Senado e o Planalto.
Nos bastidores, aliados de Alcolumbre avaliam que ele atuou para proteger o governo em votações importantes, mesmo quando a Câmara dos Deputados se posicionou contra o Planalto. Ainda assim, o senador aguarda um gesto mais claro de Lula para restabelecer a confiança entre os dois.
Apesar das tensões, Alcolumbre deve ter papel importante em uma das principais pautas do governo em 2026: a tentativa de avançar com a ratificação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. O tema enfrenta resistência no Congresso, especialmente no Senado, e o Planalto avalia que Alcolumbre pode ajudar a construir maioria e evitar bloqueios.
Ao mesmo tempo, Lula trabalha para fortalecer sua base no Senado, preocupado com o avanço da direita e do bolsonarismo. Uma das estratégias é incentivar Rodrigo Pacheco a disputar o governo de Minas Gerais, ampliando a presença política do governo em um estado considerado estratégico.
A movimentação interessa também a Alcolumbre, que busca se manter na presidência do Senado diante da disputa política interna. Com isso, a tendência é que Lula e o presidente da Casa avancem para uma reaproximação pragmática, baseada em interesses comuns e na governabilidade.




