Rompimento político em Bayeux expõe tensão e reconfigura alianças no município

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O cenário político de Bayeux voltou a ser marcado por instabilidade após o anúncio do rompimento entre a ex-prefeita Luciene Gomes e o grupo que atualmente conduz a administração municipal. A ruptura, tornada pública no fim de semana, provocou reações imediatas e abriu um novo capítulo de rearranjos políticos na cidade.
Nesta segunda-feira (2), o deputado estadual e vice-presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Felipe Leitão (Republicanos), comentou o episódio e classificou o movimento como resultado de uma articulação prévia. Sem entrar em detalhes, o parlamentar evitou expor os bastidores do afastamento, afirmando que prefere não alimentar conflitos públicos.
A decisão de Luciene Gomes de se desligar do grupo político liderado pela prefeita Tacyana Leitão (PSB) encerra uma aliança construída ao longo de cerca de seis anos, que incluiu disputas eleitorais recentes e acordos locais. Ao lado do ex-vereador Misael Martinho, conhecido como Fofinho, a ex-prefeita anunciou também um novo alinhamento político no Estado.
O reposicionamento inclui a reaproximação com o governador João Azevêdo (PSB) e com o vice-governador Lucas Ribeiro (PP), sinalizando uma mudança estratégica dentro do tabuleiro político paraibano. Em manifestação pública, Fofinho afirmou que divergências políticas e ideológicas inviabilizaram a continuidade da parceria, destacando que a decisão não teve caráter pessoal.
O impacto do rompimento é ampliado pelo fato de Felipe Leitão ser marido da prefeita de Bayeux, o que aprofunda os reflexos da crise no ambiente político local e municipal.
A ruptura ocorre em um momento de intensas movimentações na política estadual. No fim do ano passado, Felipe Leitão rompeu com o grupo do governador e passou a apoiar o projeto político do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, para o Governo do Estado, decisão que já havia provocado repercussões entre aliados.
Com a redefinição de posições e alianças, Bayeux entra em um novo período de reorganização política, cujos desdobramentos devem influenciar tanto a dinâmica local quanto as articulações estaduais nos próximos meses, especialmente diante da aproximação do próximo ciclo eleitoral.




