O silêncio do jingle e o novo cálculo político para 2026

Foto: Democracia Cristã
O jingle “Ey, Ey, Eymael, um democrata cristão” não será ouvido na próxima campanha presidencial. A ausência vai além da nostalgia eleitoral: sinaliza uma mudança de cálculo nos bastidores da política brasileira.
Durante décadas, José Maria Eymael cumpriu um papel funcional no jogo partidário. Mesmo sem viabilidade eleitoral, garantia visibilidade à Democracia Cristã e ocupava espaço simbólico no processo eleitoral. Com sua saída definitiva e a troca no comando da sigla, a mensagem é clara: não há mais margem para candidaturas meramente figurativas.
A chegada de João Caldas à presidência do partido e a aposta na pré-candidatura de Aldo Rebelo indicam uma tentativa de reposicionamento. Partidos pequenos sabem que, em 2026, sobreviverá quem tiver discurso, densidade política ou capacidade real de negociação em alianças maiores.
O cenário desenhado para a próxima eleição é mais duro, polarizado e pragmático. O voto de protesto perdeu apelo, e o folclore eleitoral cede espaço à estratégia. O fim do jingle não encerra apenas uma trajetória pessoal — expõe uma política que já virou a página antes mesmo do início oficial da campanha.




