Eleições 2026

Tebet sinaliza 2026 e expõe o desenho político do governo

Foto: Câmara dos Deputados

A sinalização de Simone Tebet de que deixará o Ministério do Planejamento para disputar as eleições de 2026 não é apenas uma decisão pessoal, mas um movimento calculado dentro da estratégia do governo Lula. Ao afirmar que a escolha foi amadurecida em conversa direta com o presidente, a ministra deixa claro que sua candidatura estará inserida em um projeto político mais amplo.

A hipótese mais forte hoje é uma disputa pelo Senado em São Paulo. O estado, maior colégio eleitoral do país, segue sendo um desafio histórico para o campo governista. Nesse cenário, Tebet surge como um nome capaz de dialogar com o eleitorado do interior e com setores menos identificados com o PT, funcionando como ponte em um ambiente marcado pelo antipetismo.

Ao descartar, ao menos por ora, uma candidatura ao governo paulista, Tebet reconhece a força de nomes como Fernando Haddad e Geraldo Alckmin, ambos vistos como competitivos. A leitura nos bastidores é que o Planalto busca evitar disputas internas e trabalha para montar chapas complementares, não concorrentes.

A indefinição partidária também pesa. No MDB, Tebet enfrenta o constrangimento de estar em um partido que, em São Paulo, é aliado do governador Tarcísio de Freitas. O convite do PSB e a frase de que seu destino político está “nas mãos do presidente” indicam que mudanças de legenda não estão descartadas.

Mais do que uma pré-candidatura, a movimentação de Tebet antecipa o início real da disputa de 2026. O governo começa a testar nomes, medir forças e desenhar alianças em um estado e em um Senado que serão decisivos para o próximo ciclo político.

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