Brasil

Acordo Mercosul–UE amplia acesso do Brasil ao comércio global, avalia CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia representa um avanço estratégico para a economia brasileira. Segundo levantamento da entidade, quando entrar em vigor, o tratado deve ampliar de 8% para 36% o acesso do Brasil ao mercado mundial de importações de bens, impulsionado pelo peso econômico do bloco europeu.

A análise indica que mais da metade dos produtos negociados terá tarifa zerada na União Europeia já no início da vigência do acordo. Do lado brasileiro, a abertura será mais gradual, com prazos de até 15 anos para a redução de tarifas sobre parte relevante das importações europeias, o que garante maior previsibilidade para a indústria nacional.

Para a CNI, o acordo vai além da redução tarifária ao criar regras que aumentam a segurança jurídica, estimulam investimentos e favorecem a modernização do parque industrial. A entidade também destaca impactos positivos na geração de empregos, no agronegócio e na cooperação tecnológica, especialmente em áreas ligadas à sustentabilidade e à inovação.

Apesar da assinatura, o tratado ainda depende de ratificação pelos parlamentos dos países envolvidos. A implementação será gradual, mas a indústria brasileira já vê o acordo como um passo decisivo para ampliar sua inserção no comércio internacional.

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