Lula lidera, mas rejeição alta antecipa disputa dura em 2026

Pesquisa divulgada nesta terça-feira (13) pelo Instituto IDEA, em parceria com o Canal Meio, indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida eleitoral para as eleições presidenciais de 2026 em todos os cenários analisados, tanto na pesquisa espontânea quanto nos cenários estimulados.
No levantamento espontâneo, quando o eleitor responde sem a apresentação de nomes, Lula aparece com 32% das intenções de voto. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que se encontra inelegível e impedido de concorrer por decisão judicial, foi citado por 9,5% dos entrevistados. Os demais nomes mencionados somam menos de 20%, sinalizando que parte significativa do eleitorado ainda percebe o cenário eleitoral como uma disputa polarizada.
Nos cenários estimulados, em que os entrevistados recebem uma lista de possíveis candidatos, Lula mantém a liderança em todas as simulações. O nome da oposição que mais se aproxima é o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Em um cenário de primeiro turno, Lula registra 40,2% das intenções de voto, contra 32,7% de Tarcísio.
Outros nomes testados — Michelle Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ratinho Júnior e Ronaldo Caiado — aparecem com percentuais inferiores a 30% e distantes do atual presidente. Nas simulações de segundo turno, Lula venceria todos os adversários, embora com margens menores do que em levantamentos anteriores. A vantagem varia entre sete pontos percentuais, contra Michelle Bolsonaro e Ratinho Júnior, e cerca de dez pontos percentuais frente a Ronaldo Caiado e Romeu Zema.
O levantamento também analisou índices de rejeição. Lula lidera nesse quesito, com 40,8%. Em seguida aparecem Flávio Bolsonaro, com 30%, e Michelle Bolsonaro, com 26%. Quando questionados sobre a continuidade do atual governo, 50% dos entrevistados afirmaram que Lula não merece continuar no cargo, enquanto 46,9% disseram que ele merece um novo mandato.
A pesquisa mostra ainda que 64,5% do eleitorado afirma já ter decidido seu voto, enquanto 35,5% dizem que ainda podem mudar de opinião. A avaliação do governo aponta fragilidades em áreas sensíveis como economia, segurança pública e saúde, que concentram mais avaliações negativas do que positivas e tendem a influenciar o debate eleitoral ao longo do ano.
O levantamento Meio IDEA está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo nº 06731/2026. A pesquisa foi realizada por telefone, entre os dias 8 e 12 de janeiro, com 2 mil entrevistados em todo o país. O intervalo de confiança é de 95%, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.




